Estado quer assumir obras de ampliação do Aeroporto de Vitória

O Governador Renato Casagrande (PSB) afirmou nesta segunda-feira (30) que o governo do Estado tem todas as condições de assumir as obras do Aeroporto de Vitória. Para Casagrande, já passou da hora do governo Federal entregar para os Estados a responsabilidade de assumir as obras que a União não consegue avançar, ou então adotar o modelo de parceria público-privada. O governador salientou que vai comunicar oficialmente a presidente Dilma Rousseff (PT) a disposição do executivo capixaba em assumir as obras do terminal aeroviário.

“O governo ainda não definiu regras de transferência para os governos estaduais ou para a iniciativa privada. Estamos deixando claro que nós podemos encontrar um caminho para resolver a situação do aeroporto. O Estado tem mais capacidade para movimentar as coisas com rapidez. Se houver mais dificuldades pela frente por parte da União nós estamos a disposição para assumir as obras do Aeroporto”, garantiu o governador.

A declaração do governador foi feita nesta segunda, na abertura do III Fórum Empresarial de Logística e Infraestrutura que acontece em Vitória. Casagrande lamentou o fato de ter que ir à Brasília semanalmente defender uma agenda antiga para o Estado: melhorias nas estradas federais, porto e aeroporto.

“Durante meus quatro anos como deputado federal e mais quatro como senador eu defendi essa mesma agenda que hoje, como governador, me leva à Brasília semanalmente para discutir caminhos. Se o governo tivesse transferido a responsabilidade para o Espírito Santo, o aeroporto já estaria resolvido há muito tempo. Se transferir hoje, eu busco parcerias com empresários e toco as obras do aeroporto”, garantiu.

O governador também levantou uma velha discussão que corre no Congresso, a reforma tributária. Segundo ele, não é possível fazer uma reforma tributária sem antes melhorar a infraestrutura logística dos Estados, deixando-os em pé de igualdade para competir. Caso contrário, o Estado vai perder em arrecadação, aponta o Casagrande.

“Não é justo para Estados como o do Espírito Santo que se aprove uma reforma tributária tão rápida sem ter investimentos em infraestrutura. Hoje nós estamos perdendo atividade econômica no Estado por falta de porto. Não temos um porto público que dê condições para os investidores movimentarem suas cargas por aqui. O Estado pode sair prejudicado se essa ação for implementada com rapidez”, disse.

O III Fórum Empresarial de Logística e Infraestrutura continua nesta terça-feira. Pela manhã o assunto será logística e integração dos modais. À tarde o assunto será mobilidade urbana e o planejamento das cidades.

Fonte : Site Gazeta Online