Cem dias da nova gestão portuária
Nos cem dias no novo Governo o que aconteceu com a gestão portuária?
Diversamente do setor aeroportuário, sob grave ameaça de não cumprir as obrigações nacionais com a Copa 2014 e Olimpíadas 2016, o portuário teve apenas a mudança do gestor. Os primeiros cem dias serviram apenas para ele “tomar pé na situação”, sem solução de continuidade nas obras e ações em andamento, com pequenos ajustes na direção das empresas subsidiárias.
Segundo uma perspectiva de planejamento, o período poderia ser uma oportunidade para pensar no longo prazo, definindo as diretrizes para o futuro.
O Brasil caminha para ser cada vez mais importador de bens industrializados que chegam aos portos em contêineres. As importações serão suportadas pelas exportações de commodities agrícolas e minerais, transportadas a granel e ainda de petróleo e seus derivados em forma líquida. Haverá um crescente desequilíbrio físico, com graneleiros e petroleiros chegando vazios para carregar no Brasil e, por outro lado, portaconteineres descarregando contêineres, sem carga de retorno. Ou quando muito, carregando contêineres vazios.
A prioridade continua sendo a dragagem. Isso favorecerá mais as exportações ou as importações? Ou essa indagação não é pertinente?
O Porto de Açu (na realidade um terminal portuário) seria o exemplo do novo modelo portuário: um porto indústria, com o píer avançando pelo mar, até encontrar as profundidades adequadas, sem necessidade de dragagem.
O que deve ser a opção do planejamento portuário brasileiro: seguir um novo modelo, mais consistente com a logística da globalização ou tentar salvar os seus velhos portos assoreados?
Fonte : Site Portogente